Boa Vista, RR – um menino de dois anos morreu após sofrer violência física e sexual. O padrasto e a mãe foram presos pela Polícia Civil de Roraima, em um caso que expõe contradições nas versões apresentadas e diferentes medidas cautelares para os suspeitos.
A vítima chegou a um hospital da região com múltiplas lesões e sinais evidentes de violência. A Delegacia Geral de Homicídios (DGH) abriu a investigação após verificar divergências entre o relato da família e a cena do crime. A mãe, grávida, inicialmente disse que estava com o filho no colo em uma rede quando o objeto se rompeu, provocando a queda de ambos; depois mudou a versão, afirmando que a morte ocorreu após a queda da rede.
O padrasto também mentiu ao depor, segundo a polícia, que afirmou ter passado o dia inteiro no trabalho. A versão foi desmentida pelo chefe dele, que informou que o suspeito ficou ausente do local por três horas no dia do crime. O delegado Luís Fernando Zucchi, à frente da DGH, ressaltou que as contradições motivaram diligências técnicas para reconstruir a dinâmica dos fatos.
Na audiência de custódia, a prisão do padrasto foi convertida em preventiva. A mãe recebeu liberdade provisória, devendo cumprir medidas como tornozeleira eletrônica, proibição de deixar Boa Vista por até oito dias sem autorização judicial e a obrigação de comunicar mudanças de endereço e telefone.
O casal foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável e homicídio qualificado. A investigação continua para esclarecer todas as circunstâncias da violência e atribuir responsabilidades de forma completa.
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