No Park Way, Brasília, uma mansão de alto padrão guarda uma cena inusitada: uma réplica de Porsche 911 Carrera, coberta pela poeira do abandono, que chamou a atenção da cidade. O imóvel está previsto para leilão com lance inicial superior a R$ 1 milhão, para quitar dívidas de condomínio que já passam de R$ 140 mil. O proprietário afirma manter o veículo e demais bens sob proteção dentro da casa, enquanto tramita um divórcio cuja solução atrasa a regularização.









A réplica, com acabamento refinado e um brasão que remete ao cavalo empinado, atrai a curiosidade de entusiastas. Ainda assim, o motor é de origem mais simples, típico de projetos artesanais, o que torna improvável igualar o desempenho do Porsche original. No mercado de colecionadores, itens assim costumam valer até cerca de R$ 150 mil quando bem conservados.
A mansão, com mais de 2 mil metros quadrados, dois andares e área de lazer parcialmente desmoronada, já foi lar de uma família. Hoje, móveis cobertos de poeira, uma piscina sem brilho e teias de aranha constroem o cenário de abandono. Na garagem, além do esportivo, há um jetski e duas motocicletas, itens que reforçam o ar de penúria do local.
Conforme registros oficiais, o imóvel foi adquirido em 1996 por um ex-servidor público e a esposa, proprietária registrada. As taxas de condomínio deixaram de ser pagas e a dívida, de mais de R$ 140 mil, levou o caso à Justiça. Em 2024, o imóvel foi penhorado. Um depoimento anexado ao processo traz a frase atribuída ao proprietário: “abandonei o imóvel, a Justiça que resolva”.
O terreno—com mais de 2 mil metros quadrados, dois andares e estrutura de lazer—será leiloado para quitar as dívidas. O lance inicial é superior a R$ 1 milhão; se não houver interessados, uma segunda tentativa com valor reduzido está prevista. Enquanto isso, a propriedade permanece como símbolo de decadência em meio ao luxo da região.
O dono do lote sustenta que veículos e móveis estão trancados dentro da casa, sob acompanhamento e visitas constantes. Ele afirma que a situação decorre de um litígio de separação e divisão de bens, culpa a Justiça pela morosidade e diz que a ex-companheira não foi intimada, o que segundo ele impede a realização do leilão. Não houve agressões, segundo ele, apenas queixas registradas na ouvidoria do GDF.
Moradores alertam para os riscos: folhas acumuladas e água parada criam ambientes propícios a insetos, e árvores próximas ameaçam desabar. O abandono transforma o local em um mistério da região, levantando a pergunta sobre o que realmente aconteceu ali, além de poeira, silêncio e bens deixados para trás.
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