Sesab confirma óbito por dengue em Uauá mas nega atrasos na regulação: “Não se deve transformar a dor de uma família em palanque”

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A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) afirma não ter ocorrido atraso na regulação de pacientes com dengue hemorrágica em Uauá e destaca ações do governo para enfrentar a arbovirose, mesmo diante de críticas públicas. Governo estadual sustenta que houve resposta técnica rápida, com atendimento em tempo hábil e continuidade dos trabalhos de controle da doença.

A controvérsia ganhou força após a primeira-dama de Salvador, Rebeca Cardoso, compartilhar relatos de uma mãe de Uauá que pediu ajuda para uma paciente com dengue hemorrágica e disse que várias pessoas aguardavam regulação. Ela afirmou que o atraso na regulação pode ter aumentado o sofrimento de famílias, incluindo a de uma mãe jovem que não resistiu.

Em resposta, a Sesab informou que a morte está sob investigação e que a regulação da paciente não ficou parada. Segundo o órgão, a solicitação foi registrada às 14h35 e o encaminhamento foi definido às 18h13, em menos de quatro horas, ainda antes de a evolução da paciente ser irreversível. Apesar da resposta rápida, o estado ressalta que a paciente já apresentava quadro grave com sinais de alarme hemorrágico.

Dados da SESAB mostram que, até 27 de abril de 2026, Uauá notificou 697 casos de dengue. No conjunto da Bahia, o estado registrou 8.106 casos prováveis até o mesmo período, representando uma queda de 45,5% em relação ao ano anterior. A nota oficial destaca que a situação é monitorada em municípios em alerta ou epidemia, com apoio técnico e operacional contínuo.

A Bahia também enfatiza ações sistêmicas para combater arboviroses: reforço da vigilância epidemiológica, manejo clínico, ações de vigilância básica, distribuição de testes, campanhas de vacinação, centros de operações de emergência para arboviroses e uso de tecnologias como o Wolbachia, em parceria com o Ministério da Saúde e as cidades.

A mensagem oficial reforça que o trabalho do governo não deve ser politizado. A Sesab ressalta que a prevenção começa na porta de entrada do Sistema Único de Saúde, com atenção básica fortalecida e vigilância municipal eficaz. O texto também aponta que, para Salvador, a prefeitura ainda enfrenta desafios com cobertura de agentes comunitários e organização da rede de atendimento.

O Estado garante que continuará atuando onde for necessário, mantendo o apoio técnico, a transparência e o respeito à verdade. O objetivo é reduzir a transmissão, melhorar o atendimento e evitar que crises locais se tornem crises nacionais.

E você, leitor, o que acha da atuação da Sesab diante da dengue na sua região? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a ampliar o debate sobre como fortalecer a prevenção e o atendimento no dia a dia da cidade.

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