O pastor Silas Malafaia afirma estar enfrentando uma “perseguição política” após virar réu no Supremo Tribunal Federal (STF). O relato veio durante um culto na sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), no Rio de Janeiro, neste domingo, quando o líder religioso criticou novamente o ministro Alexandre de Moraes e defendeu a liberdade de expressão.
Na fala, Malafaia disse que suas críticas são genéricas e não configuram crime, desde que não haja menção direta a alguém. Ele ponderou que não citou nomes e pediu espaço para expressar discordâncias sem ser punido. A plateia contou com a presença de políticos da região, incluindo o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ), além de outros parlamentares, que foram chamados ao altar pelo pastor.
Segundo a reportagem da Folha de S. Paulo, o pastor também atacou a tramitação de ações contra notícias falsas no STF, classificando o inquérito como ilegal e imoral. Malafaia sustentou que há uma tentativa de intimidar quem critica ministros da corte, e afirmou que suas críticas ao magistrado Moraes devem ocorrer sem ódio, ainda que, segundo ele, haja “juizas justiça” sobre ele caso Moraes não se arrepender.
Sobre a ação direta no STF, Malafaia é réu por injúria após denúncia apresentada pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva, relacionada a um discurso feito na Avenida Paulista, no dia 6 de abril. O trecho registrado nele, que incluía críticas fortes aos generais, foi avaliado pela corte. A leitura dos ministros foi unânime em reconhecer a ocorrência de injúria, ainda que haja divergências sobre a qualificação jurídica adequada para o caso.
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