Bikes elétricas e autopropelidos disputam espaço nas ciclovias de SP

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Resumo rápido: em São Paulo, ciclovias como a da Avenida Faria Lima viram palco de disputa entre bicicletas elétricas, autopropelidos e ciclistas, com regras de velocidade ainda em definição. A prefeitura e órgãos de trânsito estudam regulamentação para reduzir riscos, enquanto a prática já leva a conflitos e necessidade de melhorias de sinalização, iluminação e fiscalização.

Autopropelidos abrangem patinetes, pequenas scooters e bicicletas elétricas com aceleradores, que podem alcançar até 32 km/h com potência de até 1.000 watts, conforme as regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Já as bicicletas elétricas compartilham as limitações do Contran, porém não possuem acelerador: a força extra vem da pedalada. Ciclo-motorizados, com maior potência e velocidade, não devem circular em ciclovias, sob hipótese alguma.

Na prática, a ciclovia da Faria Lima tem registrado grande movimento de autopropelidos e bicicletas elétricas, sobretudo em horários de pico, gerando congestões e ultrapassagens arriscadas. A noite, em trechos sombreados pela copa de árvores, a iluminação deficiente aumenta a insegurança. Apesar disso, houve atualização recente na sinalização horizontal da via, que ajuda na circulação, mas ainda há pontos de iluminação a serem avaliados.

Os vereadores Renata Falzoni e Dr. Murillo Lima apresentaram um projeto para regulamentar o uso nessas vias. A proposta orienta, entre outras medidas, a velocidade máxima de 20 km/h nas ciclovias da cidade e prevê a instalação de limitadores eletrônicos de velocidade para bicicletas elétricas e autopropelidos em até 10 anos. A fiscalização caberia à CET, não sendo uma proibição, mas uma tentativa de trazer “ordem à casa”.

A Prefeitura de São Paulo aponta que a CET analisa a definição de uma nova regulamentação para bicicletas elétricas e autopropelidos. Além disso, exige itens de segurança obrigatórios — velocímetro, campainha e sinalização noturna —, ainda que o Código de Trânsito Brasileiro não exija registro ou licenciamento. A SEMTRA garante diálogo contínuo sobre convivência e segurança viária, e a Subprefeitura de Pinheiros informou ações de manutenção e poda para melhorar a visibilidade por baixo das árvores. Uma nova vistoria deverá aferir se há necessidade de serviços de zeladoria, com estudos luminotécnicos caso haja deficiência de iluminação após a poda.

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Se você usa ou já pensou em usar bicicletas elétricas ou autopropelidos pela cidade, opine nos comentários: quais medidas você acha mais importantes para tornar as ciclovias mais seguras para todos?

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