Durigan informou que os Correios enfrentam déficits expressivos, com a expectativa de fechar 2025 no vermelho em R$ 4 bilhões e a possibilidade de piora para 2026, estimada em até R$ 10 bilhões. Em entrevista ao Roda Viva, o ministro destacou que a gestão atual, sob liderança de Emmanoel Rondon, apresenta um plano de reestruturação que busca cortar gastos, aumentar a receita e firmar parcerias para sustentar os serviços postais do país.
O ministro ressaltou que manter a universalidade dos serviços é a prioridade, inclusive para a população da região ribeirinha da região amazônica. Reconhecendo momentos de queda no desempenho, Durigan descreveu o plano como uma agenda realista que busca reorganizar a operação sem entregar a estatal em definitivo, evitando soluções simplistas de privatização.
O programa, batizado de Correios do Futuro, aposta em cortes de despesas, melhoria de receita e parcerias nacionais e internacionais. A ideia é reorganizar a cadeia logística para permitir, por exemplo, armazenamento, entrega de medicamentos e notificações judiciais por meio de joint ventures quando isso trouxer maior eficiência. A flexibilização da operação é vista como caminho para ampliar o alcance, mantendo o atendimento às cidades e aos moradores de todo o país.
Durigan esclareceu que a privatização não é uma saída simples nem única. Não se trata de defender um Estado deficitário, mas de encontrar soluções que deem sustentabilidade ao serviço público sem perder eficiência. Ele destacou que parcerias estratégicas podem fazer parte da resposta, desde que contribuam para manter o serviço essencial. E você, qual é a sua opinião sobre o futuro dos Correios e as mudanças propostas? Comente abaixo e compartilhe como isso pode impactar a cidade ou região onde você mora.
