O Diretório Estadual do partido Agir protocolou no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) uma petição para questionar a viabilidade de realizar, de imediato, eleições suplementares no estado. A legenda aponta custos elevados, baixa possibilidade de participação popular e entraves logísticos como principais obstáculos a um pleito em tempo tão curto.
A iniciativa ocorre após a Justiça Eleitoral cassar o atual governador Edilson Damião e tornar inelegível o chefe do Executivo eleito em 2022, Antônio Denarium. A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontou um prazo médio de 40 dias para a realização de eleições diretas, o que, segundo a agremiação, seria inviável para Roraima.
“social e economicamente inviável” é o argumento central da ação, que sustenta que duas eleições em um intervalo tão curto — suplementar e a ordinária de outubro — colocariam em risco eleitores, candidatos e partidos. Entre os pontos citados estão a necessidade de duplicação de urnas eletrônicas, limitações operacionais da Justiça Eleitoral e o risco de confusão no eleitorado devido a mudanças no cadastro.
Outro ponto destacado é a pressa que desejaria acelerar desde já a confirmação de candidaturas, campanhas e organização do pleito. A petição ressalta que prazos reduzidos podem prejudicar a participação popular e fragilizar o princípio da soberania, já discutido por ministros do TSE em julgamentos recentes sobre mandato tampão.
Como alternativa, a Agir solicita que o TRE-RR reconheça a inviabilidade técnica e operacional da eleição suplementar neste momento e leve a questão de volta ao TSE, buscando uma solução que preserve a estabilidade institucional da região.
E você, o que pensa sobre a possibilidade de eleições suplementares em Roraima? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como essa situação pode impactar a participação e o funcionamento da política local.
