Vai à sanção presidencial o projeto que cria a Universidade Federal Indígena, com futura sede em Brasília

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Resumo: o Senado aprovou, nesta terça-feira, o projeto de lei que cria a Universidade Federal Indígena (Unind), com sede em Brasília e atuação multicampi para povos indígenas de todas as regiões. A matéria, já aprovada pela Câmara, segue para sanção do presidente. A iniciativa, promovida pelo governo Lula, busca ampliar o acesso ao ensino superior entre os povos originários.

No relato do Senado, o texto foi mantido pela Câmara e teve como relator o senador Eduardo Braga (MDB-AM). Braga lembrou que o Amazonas abriga a maior população indígena do país e ressaltou a grande demanda por estudos que valorizem os saberes dos povos originários.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacou a importância da aprovação e agradeceu o esforço de Braga para levar a matéria à plenária.

A iniciativa nasce no âmbito do governo Lula para enfrentar desigualdades históricas no acesso à educação superior. A Unind terá sede em Brasília e funcionará como rede de campi dedicada à formação superior de povos indígenas de todas as regiões, com foco intercultural.

A proposta envolve o MEC e o MPI e foi construída após audiências com lideranças, educadores, jovens, anciãos e organizações indígenas em 20 seminários regionais realizados em 2024.

Entre os pilares estão a autonomia dos povos, com ensino, pesquisa e extensão em perspectiva intercultural; a valorização de saberes, línguas e tradições; a produção de conhecimento em diálogo com práticas ancestrais; o fortalecimento da sustentabilidade socioambiental; e a formação de quadros técnicos para atuar nos territórios indígenas.

Segundo o texto, a Unind terá processos seletivos próprios para ampliar a participação de candidatos indígenas, levando em conta diversidade linguística e cultural. A oferta inicial prevê 10 cursos, com perspectiva de chegar a até 48 graduações, atendendo cerca de 2,8 mil estudantes nos primeiros quatro anos.

As áreas de graduação e pós-graduação incluem gestão ambiental e territorial, políticas públicas, sustentabilidade, línguas indígenas, saúde, direito, agroecologia, engenharias e formação de professores. O MEC também aponta cursos estratégicos para fortalecer a autonomia indígena e a atuação profissional nos territórios.

Em síntese, a aprovação sinaliza um marco importante para a educação indígena no Brasil, com a sanção presidencial ainda por vir. A Unind promete ampliar oportunidades de pesquisa, preservação de culturas e desenvolvimento regional entre os povos originários.

Compartilhe nos comentários sua opinião sobre a criação de uma universidade específica para povos indígenas e o impacto na educação e no desenvolvimento regional. Qual área você vê como mais relevante para os territórios indígenas?

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