Belo Horizonte A corrida para o Senado em Minas Gerais, em 2026, já reúne pelo menos oito nomes para as duas vagas disponíveis. Cleitinho Azevedo (Republicanos) é o único senador atual com mandato até 2031, e pode abandonar a reeleição para disputar o governo, o que pode redraw o tabuleiro político do estado.
O cenário indica que os senadores em fim de mandato, Rodrigo Pacheco (PDB) e Carlos Viana (PSD), devem aparecer entre as opções, com a tendência de Viana buscar a reeleição. Já Pacheco pode figurar como candidato ao Palácio Tiradentes com o possível apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pretende ampliar sua base de atuação no estado.
Levantamentos recentes apontam nomes em ascensão. Entre os cotados, destacam-se Marília Campos (PT), Carlos Viana (PSD) e Áurea Carolina (PSOL), com espaço para novas adesões e mudanças de alianças que costumam mexer o jogo nos meses seguintes à definição das siglas.
Marília Campos (PT) Psicóloga de formação, ex-prefeita de Contagem e referência no PT de Minas, ela já teve carreira sólida como vereadora e deputada estadual, fortalecendo a base na região metropolitana de Belo Horizonte.
Carlos Viana (PSD) Jornalista de formação, Viana já foi senador em 2018 e tem experiência na área de comunicação. Conhecido pela atuação no centro-direita, disputou cargos como governo de Minas e a prefeitura de BH, mantendo relevância no cenário mineiro.
Aécio Neves (PSDB) Economista e uma figura tradicional da política mineira, Aécio já governou Minas e atuou como senador. Foi candidato à Presidência em 2014 e segue como um nome com peso histórico para o PSDB no estado.
Domingos Sávio (PL) Veterinário de formação, Sávio tem forte atuação legislativa e hoje preside o PL em Minas. Sua relação com o eleitor conservador e a capacidade de articulação ajudam a mantê-lo entre os nomes em pauta.
Marcelo Aro (PP) Advogado e ex-deputado federal, Aro ganhou projeção ao ocupar funções estratégicas no governo de Minas. Sua proximidade com o Executivo estadual o coloca em posição de destaque para alianças locais.
Áurea Carolina (PSOL) Cientista política e ativista, Áurea foi a vereadora mais votada de Belo Horizonte e atua na Câmara Federal com pautas de direitos humanos, cultura e participação social, consolidando-se como voz importante da esquerda mineira.
Vanessa Portugal (PSTU) Professora da rede pública, é uma das principais figuras do PSTU em Minas, defendendo educação pública e direitos dos trabalhadores, já tendo disputado eleições anteriores pelo campo da esquerda.
Maria Lúcia Cardoso (MDB) Empresária e professora com atuação no interior de Minas, já exerceu mandato federal e, recentemente, deixou a prefeitura para se dedicar à construção de uma candidatura ao Senado, ligada ao interior do estado.
O quadro pode sofrer alterações nos próximos meses, com novas alianças, desistências e surgimento de novas candidaturas. Em Minas, onde o eleitorado costuma influenciar o cenário nacional, a disputa pelas cadeiras do Senado promete ser um dos grandes destaques da eleição de 2026.
Palavra final Minas Gerais costuma ditar o tom de disputas nacionais, e a corrida para o Senado não foge a essa regra. O resultado dos próximos meses deverá revelar como as forças políticas vão se reorganizar até outubro de 2026, quando o primeiro turno está marcado para a eleição de duas vagas.
E você, qual nome vê como favorito para representar Minas no Senado? Compartilhe sua visão nos comentários e diga que cenários você acredita serem mais prováveis nas próximas semanas.
