Operação Vulcano prende 11 por comércio ilegal de armas de fogo em MG

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Belo Horizonte – a segunda fase da Operação Vulcano, promovida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), resultou na prisão de 11 pessoas e na apreensão de armas, drogas e dinheiro, em Belo Horizonte e na região metropolitana. Ao todo, foram cumpridos 56 mandados de busca e apreensão em 13 municípios, com apreensões expressivas de material ilícito.

A ação visa desarticular uma organização criminosa dedicada ao comércio ilegal de armas e de munições, que abastecia autores de crimes violentos e o tráfico de drogas na região. Até o momento, foram apreendidos 20 armamentos de fogo, cerca de 1.400 munições de diversos calibres, 307 pedras de crack, 306 pinos de cocaína, uma barra de maconha e aproximadamente R$ 33 mil em dinheiro.

Os mandados foram cumpridos em Belo Horizonte, Betim, Contagem, Santa Luzia, Ibirité, Sarzedo, Ribeirão das Neves, São Joaquim de Bicas, Pompéu, Januária, Mário Campos, Capelinha e Montes Claros. O detalhamento específico por município não foi divulgado pela Justiça, mas a apuração envolve dados de celulares apreendidos, interceptações telefônicas, redes sociais e movimentações bancárias.

Segundo o MPMG, parte do grupo recebia armas desviadas da 1ª Delegacia da Polícia Civil do Barreiro, em Belo Horizonte, que eram revendidas ilegalmente. As investigações começaram no primeiro semestre de 2025, após a identificação de um suspeito com registro de CAC (Caçador, Atirador e Colecionador), que desviava munições do comércio legal para abastecer organizações criminosas. Entre os materiais desviados havia cartuchos de alto poder para fuzis 5.56 e 7.62, além de calibres 9 milímetros com uso restrito.

A operação mobilizou promotores de Justiça, o Gaeco, cerca de 250 policiais militares e nove policiais penais. Na primeira fase, ocorrida em dezembro de 2025, 17 pessoas foram presas, com apreensão de 33 armas de fogo, mais de 7 mil munições, cerca de R$ 108 mil em dinheiro e drogas. O saldo das duas etapas soma aproximadamente R$ 140 mil, 53 armas e cerca de 8 mil munições.

Galeria de imagens

Convidamos leitores e moradores da cidade a acompanhar as atualizações sobre o assunto e compartilhar opiniões sobre as medidas de combate ao tráfico de armas. A segurança pública depende da participação de todos para reduzir a violência e fortalecer a confiança nas autoridades.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Líder do governo destaca consenso e mudanças em plano de segurança de Salvador

Resumo O Plano Municipal de Segurança Pública de Salvador chegou ao plenário para votação com apoio de base e oposição, após meses de...

Ministro de Lula se reúne com Alcolumbre em busca de reaproximação

Governo Lula busca reconectar com o Senado após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF. O ministro da Defesa, José Múcio...

Trabalhadores baianos ficam feridos em incêndio em alojamento no Espírito Santo após primeiro dia de trabalho

Um incêndio atingiu o alojamento de uma fazenda de café em Vila Valério, no noroeste do Espírito Santo, na madrugada desta terça-feira (5)....