A atriz Alanis Guillen conseguiu, na Justiça, a retirada de conteúdos que integram a ação movida contra a ex-namorada Giovanna Reis, relacionada a um pedido de medida protetiva. A decisão, da 1ª Vara de Violência Doméstica, foi proferida pela juíza Daniella Prado e determina a remoção de conteúdos expostos. A origem da crise, segundo a defesa, está em uma decisão judicial protegida por segredo de Justiça que acabou publicada no Diário Oficial, abrindo espaço para a violação da privacidade da atriz.
A defesa, representada por Ricardo Brajterman e Maíra Costa Fernandes, sustenta que a divulgação precipitou a crise e causou danos irreparáveis à privacidade de Alanis. Além da retirada do conteúdo, a juíza solicitou esclarecimentos urgentes sobre a origem da publicação indevida, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.
O processo corre sob segredo de Justiça, mantendo a maior parte das informações protegidas. O objetivo é evitar que a exposição continue a atingir a atriz além do contexto da ação judicial.
ENTENDA O CASO: Alanis Guillen, que está no ar com a novela Três Graças, conseguiu proteção contra Giovanna Reis, produtora envolvida em polêmica após declarações racistas e gordofóbicas, incluindo críticas a Preta Gil. O término do namoro veio junto com a exposição de conteúdos problemáticos. Giovanna confirmou ser autora de um perfil utilizado para as postagens, afirmou que a conta era dela quando tinha 16 anos e disse sentir vergonha de tudo que aconteceu. Além do término, Alanis moveu a ação por perseguição, com o caso mantido em segredo de Justiça.
O caso reacende o debate sobre o equilíbrio entre privacidade e divulgação de conteúdos de figuras públicas em redes sociais. Como você vê a atuação da Justiça para proteger a privacidade sem silenciar denúncias relevantes? Compartilhe sua opinião nos comentários.
