João de Deus, líder religioso de Abadiânia, teve a soma das penas de seus processos reduzida para 215 anos, um mês e vinte dias, após recursos julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A revisão envolve 16 denúncias de crimes sexuais, com duas arquivadas, e está sob a jurisdição do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).
As punições originais somavam 488 anos e três meses e incluíam casos como posse irregular de arma de fogo (1 ano de detenção, 3 meses de reclusão e 20 dias de multa) e várias ocorrências de violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. Segundo o TJGO, as reduções ocorreram em função dos recursos apresentados, resultando em um total que ficou abaixo de 215 anos.
João de Deus foi preso preventivamente em 2018, após denúncias feitas por várias mulheres que relataram abuso durante atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia. Desde 2021, ele cumpre prisão domiciliar em Anápolis, sob restrições para não se aproximar da cidade onde atuava e das vítimas.
O conjunto de informações é apurado pela Justiça de Goiás, com a defesa apresentando recursos ao STJ. Os dados indicam que as reduções variaram conforme cada caso, enquanto os processos seguem para definir as sentenças finais em várias ações contra o líder religioso.
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