O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, se Donald Trump interferiu nas eleições brasileiras de 2022, ele perdeu, pois Lula venceu. Em entrevista após a reunião com o líder dos Estados Unidos, Lula também disse não acreditar que Trump tenha influência significativa nas eleições deste ano. O petista ressaltou que a relação entre eles, desde o início, foi franca e que, segundo ele, o apoio de Trump ao Brasil é compatível com o que o país quer definir pelo voto brasileiro. Trump é, desde janeiro de 2025, o presidente dos Estados Unidos.
Durante o encontro, Lula propôs a criação de um grupo de trabalho sobre tarifas de importação e exportação, envolvendo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil e o Departamento do Comércio dos EUA. A ideia é apresentar, em até 30 dias, um plano concreto para avançar no tema e facilitar a cooperação econômica entre as duas nações.
Em relação aos impostos, Lula disse que Trump reclamou sobre tarifas de produtos norte-americanos. O petista afirmou ter rebatido, lembrando que, no Brasil, a taxa incidente é de 2,8%. Segundo o presidente brasileiro, o republicano citou haver cobrança maior, de 12%, o que motivou a sugestão de um grupo de trabalho para encontrar caminhos comuns. “Quem estiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder”, declarou.
Sobre o tema de criminalidade, Lula disse que a pauta discutida não tratou da classificação de facções brasileiras como terroristas, mas sim do combate ao crime organizado. O presidente ressaltou a necessidade de criar alternativas econômicas ao narcotráfico, defendendo que, sem ofertas de renda, não se reduz a produção de coca. Também mencionou a ideia de um grupo de trabalho com países da América Latina para enfrentar o tema de forma regional, aproveitando a experiência da Polícia Federal e a atuação brasileira no combate às drogas e ao tráfico de armas.
Lula afirmou ainda que o governo brasileiro deve lançar, na próxima semana, um plano contundente de combate ao crime organizado. Ele sustenta que o Brasil tem expertise e quer compartilhar com aliados estratégias eficazes, sem depender de bases militares. O presidente destacou que Trump tende a agir como líder dos EUA, deixando para o povo brasileiro decidir seu próprio futuro, e disse acreditar que o republicano tem uma visão positiva sobre o Brasil.
Como saldo, o encontro abre espaço para avanços em cooperação econômica e de segurança entre Brasil e EUA. E você, o que acha dessa aproximação entre os dois países? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como essas propostas podem impactar a região.

