VÍDEO: Advogado de Ciro Nogueira critica decisão da Operação Compliance Zero e pede acesso integral aos autos

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Resumo: Kakay critica a decisão que autorizou mandados de busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira no âmbito da Operação Compliance Zero. O advogado afirma que a medida se baseou em informações de celulares de terceiros e que a defesa ainda não teve acesso aos autos completos, prometendo solicitar o acesso integral para entender os fundamentos da investigação e os dados reunidos pela Polícia Federal.

Em coletiva de imprensa após a ação da PF, Kakay afirmou que há estranheza na decisão ao depender de delações ou informações coletadas externamente. Ele disse que a defesa teve acesso somente à decisão do ministro André Mendonça e não ao conteúdo total da apuração. O próximo passo, segundo o advogado, é requerer o acesso total aos autos para compreender os elementos usados na operação.

O criminalista comparou o caso aos métodos vistos na Lava Jato e citou o entendimento do Supremo Tribunal Federal segundo o qual medidas invasivas precisam de corroborar externa além de potenciais delações isoladas. Kakay destacou que não se pode agir com base apenas em uma delação e sinalizou que a PF conduziu a ação com respeito e sem sensacionalismo, apesar das apreensões no endereço do senador, incluindo veículos e celulares.

Sobre suspeitas de repasses envolvendo empresas ligadas à família de Ciro Nogueira, o advogado negou irregularidades e afirmou que as companhias são antigas e exercem atividades legítimas. Ele disse não conhecer os detalhes dos negócios mencionados e assegurou que a defesa vai apurar a origem das transações citadas pela Polícia Federal.

Kakay também rebateu críticas sobre atuação parlamentar do senador em pautas de interesse do Banco Master, lembrando que é função de deputados e senadores apresentar propostas e emendas para setores específicos da economia. Ele citou decisões anteriores do STF que reconhecem a legitimidade desse tipo de atuação, desde que não haja comprovação de ilegalidade.

O caso segue em avaliação, e leitores da cidade podem ficar atentos aos próximos desdobramentos. E você, o que pensa sobre o uso de informações de terceiros em investigações de alto impacto? Deixe sua opinião nos comentários.

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