Resumo rápido: o dólar caiu 0,59% frente ao real, indo a R$ 4,98 — a menor cotação desde janeiro de 2024, há 28 meses. O Ibovespa fechou em alta de 0,49%, aos 184.113,30 pontos, recuperando parte da queda de ontem. No cenário internacional, as bolsas mostraram tommisturado, com petróleo em alta e dados de emprego dos EUA acima do esperado.
Mercado no Brasil: o câmbio ganhou fôlego com o dólar mais fraco globalmente, aliado ao elevado diferencial de juros e a melhora dos termos de troca. O real mantém a trajetória de apreciação frente a moedas emergentes, ajudado pela demanda por commodities e pela estratégia de carry trade, que costuma atrair recursos para ativos brasileiros.
Petróleo subiu no mercado mundial, com o Brent em US$ 101,29 e o WTI em US$ 95,42 por barril. Mesmo com sinais de cessar-fogo, a região do Estreito de Ormuz segue em foco, mantendo a pressão nos preços. No aspecto político, Trump afirmou que o cessar-fogo no Oriente Médio permanece ativo, e anunciou um novo cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia para três dias, entre 9 e 11 de maio.
Emprego nos EUA: o payroll de abril mostrou a criação de 115 mil vagas, muito acima das 55 mil previstas. A taxa de desemprego ficou estável em 4,3%, e a média de vagas abertas nos primeiros quatro meses do ano foi de 76 mil, frente 42 mil no mesmo período de 2023. Esses números apontam um mercado de trabalho aquecido, o que complica a decisão sobre cortes de juros.
Juros e mercados: o debate sobre cortes da taxa básica nos EUA segue, com a faixa entre 3,50% e 3,75%. Bruno Shahini, da Nomad, observa que o foco pode migrar de quando o Fed corta para se o Fed precisará subir as taxas. Nos Estados Unidos, S&P 500 subiu 0,71% e Nasdaq avançou 1,46%, enquanto Dow Jones ficou praticamente estável, com queda de 0,11%.
Mercados globais: na Europa, as bolsas recuaram sob o impacto de declarações de Trump sobre tarifas. O Stoxx 600 caiu 0,77%, CAC 40 recuou 0,89%, DAX perdeu 1,35% e FTSE 100 caiu 0,36%. O dólar também ficou mais fraco no exterior, com o índice DXY em 97,88 pontos, queda de 0,41%.
Análise: especialistas destacam que a combinação de dólar mais fraco, diferencial de juros elevado e influxos para emergentes fortalece o real e favorece commodities. O carry trade segue atraente, sustentando a valorização da moeda brasileira mesmo diante de incertezas geopolíticas. Apesar do payroll robusto, a atmosfera de incertezas globais mantém o cenário monetário em compasso cauteloso.
E você, como avalia o equilíbrio entre dólar, petróleo e ações nos próximos dias? Compartilhe sua leitura nos comentários e participe da conversa sobre o que pode mexer com esses ativos nos próximos dias.
