A Polícia Federal prendeu quatro suspeitos, acusados de chefiar um esquema de migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos. Entre eles está Maria Helena de Sousa Netto Costa, sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela. A investigação aponta que a organização movimentou cerca de R$ 240 milhões entre 2018 e 2023, enviando mais de 600 pessoas em travessias clandestinas.
Segundo a PF, cinco grupos atuavam de forma articulada, e o núcleo ligado a Maria Helena movimentou aproximadamente R$ 45 milhões no período. Os migrantes pagavam em média US$ 20 mil pela travessia, com a logística cobrindo desde a saída do Brasil até a entrada irregular nos EUA, incluindo rotas por países da América Central, México e Panamá.
As apurações começaram em 2022, após a interceptação de um grupo de brasileiros no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O nome de Maria Helena foi citado por migrantes envolvidos. A PF aponta ramificações em diferentes estados e no exterior, com funções diferentes, como recepção, apoio operacional e intermediação financeira.
A investigação também aponta indícios de lavagem de dinheiro, com uso de empresas de fachada, operações por meio de laranjas e mecanismos para ocultar a origem dos recursos obtidos com as travessias.
Maria Helena foi presa em Goiânia; os outros três investigados também foram detidos em Goiás. Dois suspeitos, localizados no Amapá, não foram encontrados e tiveram pedido de localização encaminhado à Interpol.
A defesa de Maria Helena afirmou ter ficado surpresa com a prisão e disse que não há relação com o governador ou com o governo de Goiás; segundo a nota, os fatos teriam ocorrido antes do atual mandato.
Os investigados podem responder por promoção de migração ilegal, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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