Michelle Bolsonaro negou nesta sexta-feira que a cozinheira Rainê dos Santos receba custeio financeiro do Partido Liberal (PL) para alimentar o ex-presidente. Segundo a ex-primeira-dama, Rainê atua para a legenda e oferece apoio ao casal fora do expediente, sem contrato formal de pagamento pelo PL. Ela acrescentou que a relação entre Rainê e a família foi construída ao longo dos anos, especialmente durante a era em que moravam no Rio de Janeiro, e que a divulgação de qualquer remuneração formal não corresponde à realidade.
A defesa da cozinheira vem acompanhada de explicações sobre a função. Rainê, descrita como pessoa de confiança, já trabalhava para a família desde os tempos em que moravam no Rio de Janeiro. A responsável pela posição no PL Mulher afirmou que a medida busca garantir a segurança alimentar de um ex-presidente que hoje é alvo de críticas e que já enfrentou uma tentativa de assassinato, exigindo cuidado especial.
A manifestação ocorreu após a divulgação de informações sobre repasses do PL à cozinheira. Conforme a prestação de contas, Rainê dos Santos recebeu R$ 7,3 mil em 2026, enquanto em 2025 os pagamentos somaram cerca de R$ 69,4 mil. O PL afirmou que os recursos são destinados a serviços de apoio específicos, porém a fala de Michelle busca esclarecer que não há remuneração regular pela legenda.
O episódio reacende o debate sobre transparência financeira de partidos e o uso de contratações de apoio logístico a figuras públicas. Moradores da cidade vão acompanhar as informações com atenção, avaliando se há necessidade de regras mais claras para contratos de assistência pessoal dentro das siglas e campanhas.
Compartilhe sua opinião nos comentários sobre esse assunto e sobre como a população pode cobrar maior clareza nos gastos de partidos com equipes de apoio.
