MP-BA e a Polícia Civil da Bahia anunciaram, na última quinta-feira (30), a criação de um Grupo Interinstitucional de Trabalho dedicado à recuperação de ativos obtidos com crimes como lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. A iniciativa prioriza identificação, rastreamento e devolução de bens, excluindo créditos tributários.
O grupo foi idealizado pelo procurador-geral de Justiça, Pedro Maia, e pelo delegado-geral, André Viana, com a missão de fortalecer as estratégias de atuação e a integração entre as duas instituições. A expectativa é tornar as ações mais ágeis e eficazes na recuperação de ativos ilícitos.
A recuperação de ativos é definida como instrumento estratégico no enfrentamento à criminalidade organizada, à lavagem de dinheiro, à corrupção e a crimes patrimoniais complexos. O GTI/RA também busca ampliar a cooperação entre as áreas de inteligência e investigação para potencializar os resultados.
A composição envolve representantes do MP-BA: o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), o promotor Luiz Neto e o promotor Antônio Alves Netto. Pela Polícia Civil integram o delegado Jackson Carvalho da Silva, diretor da Academia de Polícia Civil; a delegada Karina Cristina de Almeida, coordenadora da Unidade Central de Recuperação; e a delegada Karoline Santos Vieira, também vinculada à Unidade Central de Recuperação de Ativos.
O grupo não se confunde com o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira) e não abrange ações conjuntas ligadas à sonegação fiscal ou a outros crimes tributários. A atuação está centrada na cooperação entre MP-BA e Polícia Civil para aprimorar mecanismos de rastreamento, identificação e recuperação de ativos obtidos de atividades ilícitas.
A criação do GTI/RA é vista como uma etapa importante na estratégia de combate à criminalidade, fortalecendo a atuação integrada entre as instituições. Moradores da região podem acompanhar as novidades e trazer perguntas sobre como a recuperação de ativos pode impactar a eficácia das ações de segurança pública. Queremos ouvir sua opinião sobre esse movimento e seus reflexos na cidade.
