Diretor-geral da PF nega que nova fase de operação vise pressionar Daniel Vorcaro

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Operação Compliance Zero avança sem pressões sobre Daniel Vorcaro, garante a Polícia Federal (PF). O diretor-geral Andrei Rodrigues esclareceu que a nova fase não visa forçar o empresário a ampliar acordo de colaboração premiada. A fala ocorreu durante a formatura de 640 novos agentes na Academia Nacional de Polícia, em coletiva divulgada pelo portal Metrópoles.

Rodrigues afirmou que a quinta fase não faz parte da estratégia de investigação, nem altera o rumo técnico e legal das apurações. A PF segue exigindo o cumprimento de requisitos técnicos para que a delação seja aceita pelo órgão policial, pelo Ministério Público Federal e, se houver, pela Justiça. Se não atender aos padrões, o processo continuará normalmente, como direito do investigado.

Questionado sobre o sigilo em torno do acordo de Vorcaro, o diretor disse desconhecer os termos específicos, mas reforçou o rigor do procedimento. O importante, segundo ele, é que a delação passe por validação técnica antes de qualquer consequência jurídica.

Rodrigues destacou o objetivo da PF de combater o chamado “andar de cima” do crime organizado e afirmou que a corporação continuará analisando provas e encaminhando conclusões ao Judiciário, independentemente de fases anteriores.

Na quinta-feira, a quinta fase da Compliance Zero cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador e presidente do Partido Progressistas (PP), Ciro Nogueira, além da prisão de um primo de Vorcaro. O inquérito, sob relatoria do ministro André Mendonça no STF, investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos contra o Sistema Financeiro Nacional no contexto do chamado caso Master.

Durante o ato, Rodrigues tratou também da situação de cerca de 150 policiais federais cedidos a outros órgãos, dizendo que a PF fará uma avaliação individual para decidir se devem permanecer em funções externas, especialmente quando atuam no combate direto ao crime organizado.

Em síntese, a PF reforça que as ações visam ampliar o enfrentamento de crimes de alto impacto, mantendo a autonomia de cada etapa do processo e sem vincular resultados específicos a acordos de colaboração.

E você, o que acha das medidas de combate à criminalidade econômica no país? Compartilhe sua opinião nos comentários e envolva quem precisa ficar informado sobre esse tema.

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