A Polícia Federal prendeu preventivamente, na quinta-feira (7/5), em Goiânia, uma empresária ligada à família do governador de Goiás durante operação contra um esquema de migração irregular de brasileiros para os Estados Unidos. Ela foi liberada após ficar mais de 24 horas detida e deverá usar tornozeleira eletrônica por 90 dias. O governador Daniel Vilela e a esposa, Iara Netto Vilela, não são alvos da investigação.
Segundo a PF, cinco organizações criminosas investigadas movimentaram cerca de R$ 240 milhões entre 2018 e 2023. O grupo liderado pela empresária teria movimentado cerca de R$ 45 milhões nesse período, com o uso de empresas de fachada para ocultar a origem ilícita dos recursos.
A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e 7 de prisão preventiva nos estados de Goiás e Amapá. Dois investigados tiveram nomes incluídos na Interpol Difusão Vermelha, conforme as apurações.
A PF descreve a rede como estruturada desde meados dos anos 2000, com uma logística que vai desde a saída do Brasil por via aérea até a passagem por países da América Central, como México e Panamá, para chegar aos EUA. Empresas de fachada serviam para ocultar a origem do dinheiro e conferir aparência legal às movimentações.
Ao menos 477 brasileiros teriam entrado ilegalmente nos Estados Unidos com o apoio dos grupos, e a PF sinaliza que esse número pode superar 600 pessoas.
Em nota, o governador de Goiás negou qualquer relação com o caso. Segundo ele, os fatos investigados desde meados dos anos 2000 não envolvem o governo nem o próprio governador ou a primeira-dama, Iara Netto Vilela.
E você, o que pensa sobre esse desdobramento? Compartilhe seu ponto de vista nos comentários para debatermos temas de segurança, justiça e políticas migratórias.
