A Organização Mundial da Saúde alertou que podem surgir mais casos de hantavírus, mas o surto deve permanecer limitado se medidas de saúde pública forem adotadas. Três passageiros morreram a bordo do navio de cruzeiro Hondius, e autoridades de saúde de vários países acompanham o desdobramento enquanto a embarcação segue rumo a Tenerife, na Espanha.
Até agora, a OMS informou cinco casos confirmados e três suspeitos. Um novo caso foi confirmado pelo Centro Médico da Universidade de Leiden. A diretora de preparação e prevenção de epidemias da OMS, Maria Van Kerkhove, reforçou: “Este não é o início de uma epidemia. Este não é o início de uma pandemia. Isto não é Covid.”
Casos fora do navio estão sendo monitorados em vários países, incluindo Reino Unido, Alemanha, Holanda, Suíça e África do Sul. A hantavírus é uma doença rara, respiratória e potencialmente grave, transmitida principalmente por roedores; não há vacina nem cura específica, e o tratamento foca no alívio dos sintomas.
A transmissão entre humanos é considerada rara, mas autoridades afirmam que uma pessoa pode ter contraído o vírus antes de embarcar na Argentina, contribuindo para o contágio a bordo. Três passageiros evacuados deixaram o Hondius na quarta-feira e outra pessoa desembarcou na quinta, em Amsterdã, enquanto a embarcação prosseguia para a ilha espanhola de Tenerife.
O diretor de alerta e resposta a emergências da OMS disse que o objetivo é manter o surto sob controle por meio de cooperação internacional e medidas de saúde pública entre os países. A Argentina informou que vai testar roedores na cidade costeira de Ushuaia, de onde o navio partiu em 1º de abril. Um holandês que embarcou em Ushuaia morreu a bordo no dia 11 de abril, e o corpo foi retirado de Santa Helena, onde outros passageiros desembarcaram, em 24 de abril.
Além disso, 12 países foram informados de que cidadãos desembarcaram do Hondius em Santa Helena. O grupo de casos já envolve diversas nações, enquanto autoridades sociais e de saúde intensificam rastreamento e inspeção. Quer saber a sua opinião: você considera que medidas internacionais são suficientes para conter o hantavírus e evitar novos desdobramentos? Deixe seu comentário abaixo.
