Antes tabu, maternidade vira realidade para atletas de alto rendimento

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Mudanças no esporte estão abrindo espaço para mães de alto rendimento conciliar a carreira com a maternidade. Federações, ligas e atletas mostram que é possível combinar treino, competição e cuidado com a família, fortalecendo a presença feminina nos esportes sem sacrificar o desempenho. A tendência, já vista em diferentes modalidades, sinaliza um novo patamar de respeito e apoio às atletas mães nas regiões brasileiras e além.

No futebol feminino, o fim de 2025 trouxe uma opção prática: a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que vai custear viagens de filhos de atletas em amamentação. Ketlen Wiggers, atacante do Santos, foi uma das beneficiadas, acompanhada por outras quatro jogadoras: Florencia Jaimes, Angela Neves, Miriam Farias e Rosileide Gomes. A medida facilita a continuidade da carreira sem abrir mão do cuidado com a família.

No surfe, a maternidade também ganha destaque. A medalhista olímpica Tati Weston-Webb deu à luz em fevereiro e já participou de competição durante a gravidez, com retorno aos treinos programado para 2027. A World Surf League criou o chamado Season Wildcard, que garante vaga na elite para quem precisa interromper a carreira por gestação, porém, por regra, apenas uma atleta por temporada pode usar o benefício; Johanne Defay recebeu a prioridade, impossibilitando o uso por Tati neste ciclo.

No vôlei, atletas como Isabel Salgado marcaram história ao conciliar esportes de alto rendimento com a maternidade. Em 2025, nomes como Pri Heldes, Paula Pequeno e Tandara Caixeta seguiram competindo em diferentes fases da gestação. O Vôlei também se apoiou no Fundo Especial de Apoio ao Atleta, criado pela CBV desde 2023, que oferece suporte financeiro em casos como gravidez e doenças, além de congelar até 24 meses os pontos no ranking para quem se ausenta por gestação. Quatro atletas já utilizaram o recurso.

A tennis também entrou nesse movimento com a WTA anunciando, em março de 2025, uma licença-maternidade de até 12 meses, com bolsa para fertilização e outros benefícios, em parceria com o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita. Apesar de existirem mais de 320 jogadoras elegíveis, há critérios a cumprir, como o número de torneios disputados em uma janela específica, antes de aceder aos benefícios.

Entre debates e mudanças, a cena brasileira também trouxe um caso de política interna: Sarah Menezes, ex-campeã olímpica e treinadora, foi desligada pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ) após retornar da licença-maternidade, gerando questionamentos sobre apoio à maternidade. A CBJ afirmou que a demissão decorreu de ajustes na comissão técnica para o ciclo olímpico, enquanto a atleta ressaltou a luta por equilíbrio entre ser atleta, campeã e mãe.

Como você enxerga esse movimento em prol de mães no esporte? Acredita que o avanço é suficiente ou ainda falta apoio efetivo para todas as regiões e modalidades? Compartilhe sua opinião nos comentários e marque quais exemplos mais inspiram sua visão sobre o tema.

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