Representantes do setor produtivo se reúnem com Léo Prates para debater o fim da escala 6×1

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Representantes do setor produtivo reuniram-se nesta segunda-feira, 11, na sede da Associação Comercial da Bahia (ACB) para debater a PEC que visa reduzir a jornada de trabalho e pôr fim à escala 6×1. O encontro, em Salvador, contou com a presença do deputado federal Léo Prates (Republicanos), relator da proposta na comissão especial da Câmara, e mobilizou segmentos como comércio, indústria, varejo, construção civil, alimentação e shopping centers. O tom foi de alerta sobre impactos econômicos caso a medida avance sem estudo técnico aprofundado.

Foi apresentada a defesa pela manutenção da escala 6×1, com o argumento de que a redução da jornada pode trazer efeitos diretos sobre custos, preços, competitividade e poder de compra da população. Os participantes enfatizaram a necessidade de uma leitura cuidadosa dos desdobramentos, destacando que a mudança não é apenas sobre horas, mas sobre uma transformação estrutural da carga semanal de trabalho.

Entre os pontos discutidos, estiveram: 1) a diferença entre jornada e escala; 2) a exigência de uma transição gradual; 3) o reconhecimento das particularidades entre setores econômicos; 4) a preservação da negociação coletiva; e 5) a criação de mecanismos de compensação econômica, especialmente por meio de desoneração da folha de pagamento.

A presidente da ACB, Isabela Suarez, ressaltou que a economia baiana é diversificada e que pequenos e micro empresários não conseguiriam absorver, de pronto, um aumento de 20% nos custos. Ela pediu responsabilidade e tempo para que a discussão seja técnica, não um palanque político, para que a sociedade entenda as consequências.

Sobre o processo, o deputado Léo Prates afirmou que o debate deve ouvir os diversos setores antes da consolidação do parecer. “Este é um tema que afeta trabalhadores, empresários e o futuro das relações de trabalho no Brasil. Nosso objetivo é ouvir, dialogar e construir caminhos com responsabilidade e equilíbrio”, disse.

Segundo as lideranças, a mudança pode elevar preços ao consumidor em até 13% em alguns ramos, pressionando micro e pequenas empresas, principalmente em setores intensivos em mão de obra. Leandro Menezes, presidente da Abrasel-BA, disse que o efeito pode ser de 7% a 8% nos cardápios e até 10% na perda de poder de compra, além de reduzir a oferta de serviços em áreas de menor renda. Já Milton Barbosa Lima, da FIEB, alertou para impactos na produtividade e na competitividade nacional, destacando que o tema precisa ser discutido com cuidado para evitar demissões.

Antes do encontro com Prates, a ACB já havia promovido outras reuniões com diferentes deputados para ampliar o debate, incluindo representantes de bancadas como as de Paulo Azi, Adolfo Viana e Antônio Brito.

Queremos saber a sua opinião: você acredita que a PEC 6×1 pode equilibrar ganhos e custos ou deve aguardar estudos técnicos aprofundados para evitar impactos negativos na cidade, nos empregos e no bolso do consumidor? comente abaixo com seus pontos de vista.

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