Naskar, que sumiu com quase R$ 1 bilhão de clientes, não tem registro na CVM

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Resumo: em 11/05, a CVM informou que a fintech Naskar não tem registro para atuar nos mercados regulados. A reação envolve cerca de 3 mil investidores, pagamentos atrasados e o app de controle de patrimônio fora do ar desde 6 de maio. O caso reacende o debate sobre a regulamentação de fintechs na cidade de Brasília e região.

A CVM explicou que monitora informações e movimentos no mercado de valores mobiliários brasileiro e atua na supervisão de participantes, especialmente quando há oferta irregular de valores. A autarquia orienta que qualquer pessoa pode registrar reclamações e consultar o Cadastro Geral de Regulados para confirmar se uma instituição está cadastrada.

No mesmo dia, o Sindicato dos Bancários de São Paulo pediu uma regulação mais firme para fintechs, argumentando que a ausência de fiscalização pode gerar crises que afetam trabalhadores e clientes. A presidente Neiva Ribeiro disse que sem normas fortes, riscos sociais aumentam.

Do ponto de vista financeiro, a Naskar prometia 2% de retorno ao mês, muito acima da média. A base somava cerca de 3 mil clientes, com patrimônio total estimado em mais de 900 milhões de reais. Um exemplo citado: quem investisse 1 milhão receberia 20 mil reais mensais, com a empresa cuidando do patrimônio.

A operação da Naskar durou 13 anos, mas, no início da última semana, o pagamento prometido para 4 de maio não foi efetuado. Sem respostas dos sócios — Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato (Maurício Jahu) — os clientes tentaram acessar o app, que ficou indisponível desde 6 de maio e não voltou.

A Naskar contava com a Celcoin Instituição de Pagamento S.A. como instituição financeira custodiante, com sede em Barueri (SP). A Alphacode Tecnologia da Informação, responsável pelo desenvolvimento do app, informou que o não funcionamento não depende da fintech e que rescindiu o contrato de prestação de serviços em 8/5. A empresa destacou que o cliente possui autonomia total sobre a gestão do aplicativo.

Até 11/05, a Polícia Civil do Distrito Federal havia registrado 15 ocorrências envolvendo a Naskar, em delegacias da cidade. Os boletins serão apurados de forma separada, por unidade, à medida que as investigações avançam.

Em nota, a Naskar disse ter entrado em contato com os investidores e enviado circulares. A próxima etapa, segundo a empresa, é receber os documentos solicitados para entender a situação de cada investidor. Quem não recebeu o e-mail pode escrever para [email protected].

E você, qual a sua leitura sobre a regulação de fintechs e a proteção aos investidores? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a gente a entender como tornar o mercado de capitais mais seguro para moradores da região.

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