Resumo: a corrida ao Senado em São Paulo fica marcada por tensões entre a ala ligada a Jair Bolsonaro e aliados próximos. Salles dispara críticas duras contra André do Prado, enquanto o entorno do presidente sinaliza apoio à candidatura dele, em meio a jogos de bastidores que podem redefinir a chapa em 2025. Palavras-chave: São Paulo, eleição ao Senado, Bolsonaro, Salles, André do Prado, Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas.
Na prática, Ricardo Salles acusa André do Prado de representar o Centrão e de ter feito acordos com o PT durante seus mandatos à frente da Alesp. As investidas vão além: Salles sugere ligações entre Eduardo Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, ampliando a disputa interna entre apoiadores da família Bolsonaro e o que resta do antigo arco de alianças da direita paulistana. Inicialmente, Eduardo seria o candidato, mas as investigações no STF o levaram a recuar, abrindo espaço para André. Com isso, Eduardo e André passaram a sofrer críticas nas redes, que passaram a endossar a linha de Salles em favor da movimentação da esquerda.
“Para o Salles, eu não tenho nada a dizer. Ele tem que saber que eu fui o escolhido do grupo bolsonarista. Pelo Eduardo Bolsonaro, pelo Flávio Bolsonaro, pelo Tarcísio e pelo PL. Para o Salles só tenho a dizer isso. Com relação a essas resistências, com certeza no dia a dia essas pessoas vão me conhecer e vão saber por que o Eduardo me escolheu. O que eu agrego para a campanha do Flávio Bolsonaro em São Paulo. (…) Vou ser leal e vou trabalhar muito pelo estado de São Paulo em Brasília. Isso é o mais importante
Nos bastidores, a ideia de que o vice de São Paulo deveria ser o coronel Mello Araújo (PL) ganhou força como suposta preferência de Bolsonaro. Questionado sobre o apoio, André afirma que a indicação de Flávio e de Eduardo representa a posição de Jair Bolsonaro, e assegura que sempre recebeu tratamento próximo do ex-presidente. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), reagiu às cobranças, chamando Salles de “narcisista” por insistir na corrida sem apoio formal do clã em Brasília.
Desde que surgiu como possível substituto, André fez três viagens aos EUA para encontros com Eduardo, sempre de forma discreta. Ao lado de Valdemar Costa Neto e de Tarcísio, articulou para que Eduardo fizesse o anúncio do apoio à chapa, mantendo o elo com o que resta da base bolsonarista. A notícia também aponta que o grupo também sinalizou apoio ao impeachment de ministros do STF, pauta defendida por bolsonaristas na pré-campanha.
O Metrópoles informou que o grupo de Tarcísio ainda busca Salles para tentar persuadi-lo a desistir da candidatura. Além de André, o outro nome da chapa “oficial” ao Senado é Guilherme Derrite, ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo. Salles afirma que vai até o fim, e chegou a dizer que sairia da disputa caso Mello Araújo fosse o escolhido.
Depois do aceno, Mello Araújo declarou que apoiará quem o presidente Bolsonaro escolher: “Sigo o líder”. A equação continua em aberto, com a direita paulistana observando cada movimento, cada declaração e cada reunião que pode redefinir o rumo da disputa.
E você, como enxerga esse embate interno da direita em São Paulo? Quem você acha que tem mais chances de influenciar o caminho da chapa ao Senado? Deixe sua leitura nos comentários e compartilhe suas impressões sobre os bastidores da política paulista.

