O Ministério Público de Santa Catarina anunciou nesta terça-feira que vai investigar quem lucrou com conteúdos falsos sobre a morte do cão Orelha e, ao mesmo tempo, pediu o arquivamento do inquérito que apurava maus-tratos, após não encontrar indícios de violência. A ação busca também entender como evitar que casos sensíveis sejam explorados para engajamento e monetização online.

O animal morreu no início do ano, em Florianópolis. A suspeita de agressão envolvendo quatro adolescentes na Praia Brava foi afastada após o laudo pericial, realizado com a exumação do corpo, indicar ausência de trauma recente compatível com maus-tratos. O exame foi conduzido por um perito veterinário que examinou minuciosamente os ossos.
“Além de verificar a eventual ocorrência de ilícitos, a apuração tem como objetivo avaliar a necessidade de fomentar a regulamentação e o estabelecimento de parâmetros que evitem o uso indevido de casos sensíveis que envolvem crianças e adolescentes com a finalidade de obter engajamento e monetização em redes sociais”, informou o MP.
O pedido de arquivamento foi apresentado nesta terça-feira (12/5). O MP destacou que boatos sobre a suposta agressão atrapalharam a investigação, reforçando a necessidade de distinguir informações verificadas de rumores que possam comprometer trabalhos judiciais.
O caso evidencia os riscos de explorar tragédias para lucro online. A instituição deixa claro que irá monitorar novos relatos que envolvam situações sensíveis e trabalhar para estabelecer diretrizes que protejam moradores, especialmente crianças e adolescentes, contra abusos de monetização de conteúdos nas redes.
E você, o que acha dessa prática de transformar tragédias em fonte de lucro? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre responsabilidade e ética na comunicação online.

