Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá, exonerou o chefe da Guarda Municipal após a repercussão de uma denúncia de agressão doméstica feita por uma ex-companheira. O caso ganhou as redes sociais na noite da última terça-feira (12) e mobilizou moradores da cidade.
Segundo o Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, Maryzelia afirma ter sido agredida fisicamente pelo então companheiro, José de Souza, conhecido como “Zé da Guarda”, que ocupava a chefia da Guarda Municipal. O chefe nega as acusações e diz que só se defendeu após ser agredido. Na gravação, ela relata o episódio e exibe hematomas pelo corpo: “Eu vim aqui comunicar uma agressão física. O meu companheiro, meu ex, Zé da Guarda, o chefe, me agrediu hoje. Estou aqui toda cheia de hematoma.”
Após a repercussão, a administração municipal informou, pelas redes sociais, que repudia qualquer forma de violência, sobretudo no ambiente familiar. O comunicado confirmou a retirada do servidor da função de chefia e afirmou que vai respeitar a investigação, ressaltando que cabe às autoridades competentes a devida apuração dos fatos. O ex-chefe, entretanto, nega as acusações e afirma que foi vítima de agressões durante o fim do relacionamento.
José de Souza atuava como chefe da Guarda Municipal de Jaguaquara desde a gestão anterior, sob Giuliano Martinelli (PP), e permaneceu no cargo nas gestões de Edione Oliveira (PT) até esta quarta-feira (13). Em entrevista ao blog, ele afirmou que a ex-companheira não aceitava o fim do relacionamento. Segundo ele, após uma conversa, ela passou a agredir, chegou a pegar uma faca e, em determinado momento, um jarro, tentando atingir o pescoço dele, e ele se defendeu. Disse ainda ter feito exame de corpo de delito e assegurou que o laudo mostrará a verdade.
Para moradores da cidade, o caso reacende o debate sobre violência doméstica e transparência no funcionamento da Guarda Municipal. O que você pensa sobre as acusações, a resposta da prefeitura e o andamento da investigação? Compartilhe a sua opinião nos comentários.
