Uma delegada da Polícia Federal foi afastada preventivamente de suas funções, proibida de deixar o país e teve o passaporte apreendido em até 24 horas, decisão do ministro do STF André Mendonça. A medida integra a sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga a relação entre a PF e um grupo ligado à família Vorcaro.
Segundo a PF, Valéria Vieira Pereira da Silva teve papel relevante ao fornecer informações sigilosas a um grupo criminoso conhecido como A Turma, atuando para os interesses da família Vorcaro.
Ela e o marido, o policial federal aposentado Francisco José Pereira da Silva, são apontados como uma espécie de “espiões” do banqueiro, de acordo com as investigações.
Valéria teria acessado sem justificativa funcional o inquérito da Superintendência Regional da PF em São Paulo, mesmo estando lotada em Minas Gerais desde 2006, sem atribuição relacionada ao procedimento.
Após o acesso, ela teria repassado dados a Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado que trabalhava para a família Vorcaro. O conteúdo compartilhado, segundo a PF, permitiu identificar o objeto da investigação e pessoas visadas.
A PF afirma que não localizou comunicações diretas entre Valéria e Marilson, mas aponta o marido como intermediário, “reduzindo rastros diretos da participação da delegada”. Há suspeitas de violação de sigilo funcional, além de corrupção e organização criminosa.
A investigação continua, com autoridades avaliando novos desdobramentos para esclarecer o grau de envolvimento da delegada e de terceiros próximos à família Vorcaro, no âmbito da Operação Compliance Zero.
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