Um novo capítulo envolve o senador Flávio Bolsonaro. Ele afirma ter recebido o apoio do pai, Jair Bolsonaro, após a divulgação de mensagens entre o próprio Flávio, identificado como “01”, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sobre o financiamento da cinebiografia Dark Horse. Flávio diz que o pai o orientou a ficar firme, sustentando que não havia nada de errado com o projeto e que a verdade vai prevalecer.
Na tarde de quarta-feira, o pré-candidato esteve na casa do pai para adiantar as repercussões. Em declarações à imprensa, ele relatou que o pai lhe disse para “ficar firme”, afirmando que “não havia absolutamente nada de errado com o filme” e que “nada melhor do que a verdade para esclarecer os fatos”.
O texto também recorda o contexto político ao redor: o ex-presidente está em prisão domiciliar, cumprindo uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
Segundo o The Intercept Brasil, o banqueiro Daniel Vorcaro repassou cerca de R$ 61 milhões ao senador para a produção do filme “Dark Horse”, que conta a história de Jair Bolsonaro. A apuração aponta que Vorcaro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época) para financiar a cinebiografia.
O senador Flávio confirmou o contato e disse que se tratava de patrocínio privado para uma produção privada sobre a história do pai. Ele afirmou ter conhecido Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, antes das acusações envolvendo o Banco Master. A autoridade disse ainda que o contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Ele afirmou que não ofereceu vantagens, não promoveu encontros fora da agenda, não intermediar negócios com o governo e não recebeu dinheiro ou qualquer benefício.
Convido você, leitor, a compartilhar sua opinião nos comentários sobre o tema e o papel de patrocínios privados em produções sobre figuras públicas.
