Em SP, Flávio diz que tentam “colocar um muro” entre ele e Tarcísio

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Flávio Bolsonaro e Vorcaro: novas informações apontam financiamento privado de filme e impactos políticos em SP

Em meio a uma crise gerada por revelações sobre a relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, novas informações sugerem que recursos privados teriam financiado o filme biográfico Dark Horse. Flávio admite ter procurado apoio financeiro para a produção, enquanto o contexto político em São Paulo aumenta a tensão entre aliados e rivais. Moradores da região observam a importância de entender como esses laços podem influenciar decisões em nível federal e estadual.

Segundo o relatório da Intercept Brasil, Vorcaro destinou aproximadamente R$ 61 milhões para financiar Dark Horse, ao que tudo indica a pedido do senador pré-candidato do PL à Presidência. Conversas divulgadas revelam o embrião da negociação entre Flávio e Vorcaro sobre o filme, com datas próximas de desdobramentos jurídicos e econômicos que atingem o círculo financeiro do ex-bispo político. A reportagem aponta ainda que os recursos teriam passado por vias de investimento associadas a Vorcaro.

“Tarcísio, eu sei a pressão que você sofre. A tentativa de colocar um muro entre nós e tentar nos separar… ninguém segura São Paulo com a nossa parceria”, disse Flávio em tom de prudência, elogiando o governador Tarcísio de Freitas.

Nos bastidores, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tem monitorado os efeitos da relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro na campanha de Bahias e na reeleição de aliados, reconhecendo que a parceria entre governo federal e estado pode ampliar investimentos, inclusive em SP. Publicamente, porém, ele ressaltou que Flávio já esclareceu o contexto da troca de mensagens envolvendo o empresário e o filme.

A reportagem também envolve Eduardo Bolsonaro, que aparece como um dos produtores-executivos de Dark Horse em um contrato assinado em janeiro de 2024, com a GoUp Entertainment nos Estados Unidos. O documento lista Eduardo e Mario Frias como produtores-executivos, cabendo a eles decisões sobre captação e uso de recursos. Em posturas posteriores, Eduardo afirmou não ter recebido dinheiro diretamente da Entre Investimentos e da produção do filme, porém admitiu alterações contratuais ocorridas após depositar US$ 50 mil para atrair nomes de Hollywood, o que mais tarde seria ajustado.

As informações também indicam que o dinheiro de Vorcaro teria seguido por meio de estruturas de investimento, incluindo Havengate Development Fund LP. A Polícia Federal investiga se parte dos recursos acabou financiando a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e ações de articulação política com o governo norte-americano. Flávio Bolsonaro sustenta que os recursos foram utilizados integralmente para a produção do filme.

A matéria provocou desdobramentos na linha de defesa de Eduardo e consolidou o tema de que a relação entre figuras do governo e financiadores privados pode ganhar contornos judiciais e eleitorais. O caso segue em curso, com repercussões para a campanha de Flávio e para a percepção pública sobre a origem de financiamentos na esfera política da cidade e da região.

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