O Ministério Público de São Paulo abriu, na quinta-feira (14/5), um inquérito civil para acompanhar o suporte às vítimas da explosão de gás na região do Jaguaré, na zona oeste da capital. A ação busca apurar riscos à segurança dos moradores e as medidas de mitigação adotadas, além de monitorar o acolhimento emergencial.
No dia anterior, a Promotoria já havia se reunido com as famílias impactadas pelo acidente, com o objetivo de assegurar atendimento rápido e transparente aos que ficaram desabrigados ou feridos.
A tragédia deixou duas mortes confirmadas: Francisco Albino da Silva, 62 anos, que estava internado no Hospital Regional de Osasco desde 11/5; e o vigilante Alex Sandro Fernandes Nunes, 49, encontrado entre os escombros. A família de Alex Sandro confirmou que ele dormia no momento da explosão.
Entre os feridos, Fernando Silva da Cunha, 33, passou por cirurgia no crânio e segue internado no Hospital das Clínicas, em condição estável. Osmar Braz Henrique, 56, recebeu alta após ser arremessado pela janela e fraturar duas vértebras, segundo autoridades.
A Defesa Civil elevou o total de imóveis interditados para 27, com 86 permanecendo liberados para retorno dos moradores. Uma nova vistoria está prevista para reavaliar a situação na quinta-feira (14/5) e acompanhar o andamento das obras de reparo.
As autoridades também destacam que o incidente ocorreu após vazamento provocado por obra da Sabesp, que atingiu tubulação da Comgás. Um vídeo de segurança registrou o momento exato da explosão, às 16h05 na Rua Dr. Benedito de Moraes Leme, quando moradores conversavam no local e pedestres foram arremessados pelos impactos.
Ajuda de custo — as famílias atingidas receberam R$ 5 mil por família como auxílio emergencial. A Sabesp informou que 232 pessoas estavam cadastradas para receber o benefício, que não é repetido para membros da mesma família. O valor é provisório; a compensação final deverá ser definida após o cálculo dos prejuízos.
Veja o momento da explosão
A Câmara de monitoramento também registrou o cenário após o susto: imóveis danificados, vidros quebrados e movimentação intensa na região, que fica na zona oeste de São Paulo.














