Resumo: A Justiça do Rio autorizou a recuperação judicial da SAF do Botafogo de Futebol e Regatas, abrindo caminho para a reorganização de dívidas e a continuidade das atividades do clube. O pedido foi apresentado após a derrota para a Chapecoense na Copa do Brasil e aponta um passivo de cerca de R$ 1,2 bilhão a ser recuperado, com a dívida total da SAF acima de R$ 2,5 bilhões, incluindo quase R$ 400 milhões em tributos. A decisão estabelece prazos e condições para os próximos meses.
Decisão: o ato foi proferido pelo juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, da 2ª Vara Empresarial do Rio, após avaliação do pedido feito pelo Botafogo na quinta-feira. O clube afirma que a recuperação judicial visa quitar pendências de forma organizada e preservar as operações, especialmente após a eliminação na Copa do Brasil.
Condições e prazos: a SAF terá até 60 dias para apresentar o plano de recuperação, detalhando as medidas para reorganizar dívidas e manter as atividades estáveis. A expectativa é que o processo suspenda temporariamente restrições de transferências impostas pela FIFA, relacionadas a dívidas com organizações parceiras. Entre os casos citados estão jogadores como Rwan Cruz, Santi Rodríguez e Thiago Almada, vinculados a Ludogorets Razgrad, New York City FC e Atlanta United FC, respectivamente.
Gestão sob escrutínio: na véspera do pedido, o Botafogo também criticou publicamente o empresário John Textor, ex-controlador da SAF, acusando a gestão dele de demonstrar descompromisso com a estabilidade financeira e institucional. A recuperação judicial é vista como caminho para a reestruturação financeira, com o objetivo de restaurar a confiança da cidade, dos torcedores e do clube, nos próximos meses.
