A Sabesp anunciou a suspensão, por 15 dias, de operações em logradouros públicos no estado de São Paulo que possam interferir em redes de gás. A medida vem após a explosão ocorrida no Jaguaré na última segunda-feira, associada a uma intervenção da empresa em obras de água. O governo ampliou o alcance da pausa, para abranger intervenções de maior risco, com possibilidade de prorrogação e de novas diretrizes.
No Jaguaré, a explosão incendiou imóveis na região próxima à Rua Dr. Benedito de Moraes Leme. Um homem morreu e três pessoas ficaram feridas. Ao menos 35 imóveis foram atingidos e 46 interditados pela Defesa Civil; mais de 200 moradores receberam assistência. O fornecimento de energia foi desligado na área e as buscas foram encerradas por volta das 21h30. O governador e o prefeito manifestaram solidariedade, e Sabesp e Comgás anunciaram um auxílio emergencial de R$ 2 mil aos atingidos.
Em Itaquera, houve um novo vazamento de gás na quinta-feira (14/5), após uma tubulação da Comgás romper durante obra da Sabesp na Rua Senador Amaral Furlan. A Comgás foi acionada às 13h38; o reparo foi concluído por volta das 15h30, segundo a Sabesp. Este foi o segundo vazamento de gás registrado na capital nesta semana envolvendo as duas concessionárias.
A Arsesp, Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo, enviou equipes de fiscalização ao local e solicitou esclarecimentos às concessionárias para apurar as circunstâncias. As autoridades reiteraram o apoio aos moradores afetados e que as medidas de segurança visam evitar novos incidentes, com a perspectiva de novas diretrizes operacionais.
O prazo inicial de 15 dias pode ser prorrogado, caso haja necessidade, e novas diretrizes podem ser anunciadas para reforçar a segurança em obras de infraestrutura de gás e água no estado.
