A Polícia Federal prendeu neste sábado Victor Lima Sedlmaier, apontado como operador-chave da rede ligada ao Banco Master e à sexta fase da Operação Compliance Zero. Sedlmaier foi deportado dos Emirados Árabes Unidos e desembarcou no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, onde ocorreu a detenção.
Ele atuava como operador auxiliar para David Henrique Alves, líder do grupo conhecido como Os Meninos. A área tecnológica do esquema, segundo a PF, era especializada em ataques cibernéticos, monitoramento digital ilegal, derrubada de perfis e invasões telemáticas. Sedlmaier também teria esvaziado a casa de Alves após a deflagração da terceira fase da Compliance Zero.
O caso do Banco Master envolve a liquidação extrajudicial de várias instituições do grupo: Banco Master S/A, Banco Master de Investimentos S/A, Banco Letsbank S/A e Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, conforme determinação do Banco Central em 18 de novembro. O Will Bank, braço digital do Master, encerrou atividades em 21 de janeiro, dentro do mesmo processo.
A PF aponta que o esquema contava com um braço tecnológico liderado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, especializado em ataques cibernéticos, monitoramento digital ilegal, derrubada de perfis e invasões telemáticas. Essas ações ajudaram a manter a fraude enquanto a liquidez do grupo se deteriorava.
Os episódios envolvendo o Master e a gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são considerados entre os mais graves do sistema financeiro brasileiro, com tensões entre STF, TCU, Banco Central e PF. Em 17 de janeiro, o FGC iniciou o ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank, com valor total a pagar de R$ 40,6 bilhões.
