Foragido da 6ª fase da Operação Compliance Zero é preso em Dubai e será deportado ao Brasil

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Victor Lima Sedlmaier, alvo da sexta fase da Operação Compliance Zero, foi preso em Dubai com apoio da Interpol e deve ser deportado ao Brasil. Ele é investigado por ligações com o grupo de hackers conhecido como Os Meninos, ligado a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Segundo o G1, Sedlmaier estava foragido desde quinta-feira (14), quando a mais recente etapa da operação foi deflagrada. A Polícia Federal o envolve no funcionamento do grupo “Os Meninos”, descrito como especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal, atuando em benefício de Vorcaro.

A prisão foi viabilizada pela cooperação internacional por meio da Interpol, com Sedlmaier localizado no aeroporto da cidade de Dubai. Não foi informado se ele chegava ou saía do local. Ele deve desembarcar no Aeroporto de Guarulhos e será deportado ao Brasil.

O mandado de prisão preventiva foi decretado pelo ministro do STF André Mendonça, relator do caso Master. Mendonça aponta que Sedlmaier teria “limpado” o apartamento de David Henrique Alves, apontado como líder do grupo, que continua foragido desde quinta, um dia após a prisão de Vorcaro na 3ª fase da operação.

Mendonça escreveu que a conduta de Sedlmaier revela atuação imediatamente posterior à fuga de David Alves, o que, segundo o ministro, sugere desmobilização do imóvel e possível supressão de provas.

Em depoimento à PF, Sedlmaier afirmou ter trabalhado para David Alves desde julho de 2024, realizando serviços como conserto de computadores, deslocamento de veículo para oficina, colocação de créditos em celular e, ainda, o desenvolvimento de software de inteligência artificial.

Outra linha de investigação envolve o uso de documento falso. Em 4 de março, durante a 3ª fase da Compliance Zero, a Polícia Rodoviária Federal abordou um carro pertencente a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” de Vorcaro, e foi encontrado um documento de identidade em nome de “Marcelo Souza Gonçalves”, cuja foto era de Sedlmaier. A PF afirmou que esse elemento agrava a imputação, vinculando Sedlmaier não apenas ao núcleo hacker, mas também ao possível uso de documentação falsa em contexto de fuga e ocultação de provas.

As investigações seguem, com autoridades brasileiras e internacionais reforçando a cooperação para desmantelar redes envolvidas em ataques cibernéticos, fraude documental e financiamento ilícito ligados ao antigo Banco Master.

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