A Prefeitura de Salvador lançou o Vida Nova, uma política pública permanente que reúne ações de assistência social, saúde, educação, habitação, alimentação e empregabilidade. Com investimento anual superior a R$ 60 milhões, o programa visa beneficiar 3,8 mil famílias entre as mais pobres da cidade.
A iniciativa nasce do Índice de Vulnerabilidade Social de Salvador (IVS), criado pela Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) em parceria com a Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF). O IVS identifica, classifica e prioriza famílias por quatro dimensões: perfil familiar, trabalho e renda, educação e moradia.
Entre os critérios estão desemprego, crianças na primeira infância, deficiência, idosos, insegurança alimentar e moradia precária. A avaliação cruzou dados de 272.666 famílias cadastradas no CadÚnico, resultando na seleção inicial de 3.851 mil famílias classificadas como público crítico. Além disso, 92% dessas famílias vivem em extrema pobreza, com renda per capita mensal de até R$ 105.
O diagnóstico aponta um perfil marcado pela maioria das responsáveis pelo núcleo familiar sendo mulheres, presença relevante de população negra, além de desemprego ou ocupação informal entre os chefes de família. Também ficaram evidentes vulnerabilidades em infância, moradia e acesso a políticas públicas, com 1.821 famílias nunca tendo utilizado a rede de assistência social.
Segundo o IVS, há déficits de infraestrutura básica em parte dos domicílios, incluindo casas sem banheiro, além de índices elevados de analfabetismo entre o público analisado. O prefeito Bruno Reis declarou que o Vida Nova é o maior programa social da história de Salvador e enfatizou o compromisso de investir mais de R$ 60 milhões por ano para transformar a realidade dessas famílias.
