Itanhém, Bahia – Mais de uma década após o assassinato do ex-prefeito Carlito Tanajura, o caso volta a ganhar contornos de julgamento nesta terça-feira, 19, quando o único réu a subir ao banco dos réus será Escielis Correia Pinto, conhecido como Helinho da Farinheira. O Fórum de Itanhém, na comarca que abrange Vereda, recebe a sessão às 8h, com a expectativa de esclarecer um crime que marcou o Extremo Sul do estado.
O crime ocorreu em julho de 2006, no distrito de Bode Azul. Carlito, então prefeito de Vereda, desapropriou terras de Manoel Francisco da Mota, o Chiquinho do Posto Dois Irmãos, para a construção de uma cooperativa de piscicultura. Segundo o Ministério Público, Chiquinho se aliou a Jânio Pereira Leal e a Helinho para planejar a vingança.
A investigação aponta que Helinho foi o elo que contratou o pistoleiro Geferson Pereira da Silva, conhecido como Chapéu. No dia do crime, Chapéu foi até a residência de Carlito, pediu um cigarro e, com a frieza de um matador, atirou contra ele em frente à casa.
Após o crime, a quadrilha se desfez. Chapéu e Jânio Pereira Leal fugiram e sumiram, permanecendo foragidos por quase 20 anos. Já Manoel Francisco, o Chiquinho, morreu antes de receber resposta da Justiça; por ter superado 70 anos, a punição dele prescreveu.
Agora, a cidade e os moradores do Extremo Sul esperam o desfecho no plenário do Fórum de Itanhém. A decisão de Helinho pode trazer respostas sobre toda a história, mas a presença de Chapéu e Jânio como foragidos continua pairando sobre o veredito. A pergunta que fica é: a Justiça será feita ou a sombra dos dois fugitivos manchará a decisão?
