Camamu, município do Baixo Sul da Bahia, registra o pior desempenho entre as 417 cidades baianas avaliadas no IPS Brasil 2024, ficando em posição nacional baixa e comprovando deficiências estruturais. A localidade ocupa a 5.545ª posição entre 5.570 municípios brasileiros, com uma pontuação geral de 48,39 em uma escala de 0 a 100.
O relatório aponta deficiências em áreas consideradas fundamentais para o desenvolvimento social. O indicador mais baixo é o de Oportunidades, com 33,69 pontos, incluindo acesso ao ensino superior (17,63) e garantia de direitos individuais (19,59).
Na Segurança Pessoal, Camamu registra 21,25 pontos, um dos menores índices do estudo. Os números levam em conta homicídios, assassinatos de jovens e violência contra mulheres.
A inclusão social também aparece fragilizada, com o desempenho classificado como Relativamente Fraco no combate à violência contra negros, indígenas e mulheres.
A infraestrutura urbana contribuiu para a piora da pontuação. O IPS aponta problemas com esgotamento sanitário, coleta de resíduos sólidos e controle de perdas de água na distribuição. Também há elevados índices de abandono escolar e reprovação no ensino médio.
Apesar de o PIB per capita chegar a R$ 17,6 mil — superior à média de muitos municípios com condições econômicas parecidas — a renda gerada não se traduz em melhores condições de bem?estar para a população local.
O scorecard classifica a maior parte dos indicadores de Camamu como Relativamente Fraco quando comparados a cidades com capacidade econômica semelhante. Além de Camamu, o ranking das dez cidades baianas com os menores índices no IPS Brasil 2024 inclui: Taperoá: 49,54; Pedro Alexandre: 50,14; Pilão Arcado: 50,16; Wenceslau Guimarães: 50,17; Prado: 50,18; Una: 50,40; Belmonte: 50,55; Pau Brasil: 50,56; Itanagra: 51,29.
Especialistas destacam a necessidade de ações públicas que ampliem oportunidades, elevem a qualidade da educação, fortaleçam a segurança e modernizem a infraestrutura para reverter esse panorama na cidade de Camamu e na região.
