O filme Dark Horse, que conta a história de Jair Bolsonaro, está sob uma representação encaminhada à Procuradoria-Geral da República, que pede a abertura de investigação sobre os recursos usados na produção. O longa recebe parte do financiamento da fortuna de Daniel Vorcaro; a PGR confirmou o recebimento da denúncia e informou que o caso foi encaminhado à Assessoria de Controle Extrajudicial para análise preliminar, com a possibilidade de medidas para bloquear receitas de bilheteria no Brasil.
Segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, o argumento central é que o aporte de 61 milhões de reais pode representar tentativa de ocultação ou movimentação de patrimônio diante de investigações sobre o suposto rombo do Banco Master, hoje objeto de apurações pela Polícia Federal e pelo STF. A denúncia também aponta que o caso envolve a recuperação de cerca de 50 bilhões atribuídos ao colapso do empreendimento de Vorcaro, incluindo recursos ligados ao Fundo Garantidor de Créditos e a fundos previdenciários estaduais.
Na última terça-feira (19), o longa foi alvo de denúncias de más condições de trabalho durante as gravações em São Paulo. Ao menos 15 profissionais procuraram o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo (SATED-SP), relatando agressões físicas, assédio moral, atrasos salariais e revistas pessoais constrangedoras nos bastidores da produção.
No começo da semana, o deputado Rogério Correia, do PT-MG, acionou o Tribunal Superior Eleitoral para pedir a abertura de investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, para impedir o lançamento da produção antes das Eleições de 2026. A movimentação ressalta o clima de acirramento entre temas jurídicos e políticos que envolvem a obra.
