Israel informou que 430 ativistas da flotilha Global Sumud, criada para levar ajuda humanitária a Gaza, foram transferidos para o território israelense. A operação vem após a interceptação, na costa de Chipre, de uma frota de 50 navios, reacendendo o debate sobre o acesso humanitário à região.

De acordo com autoridades israelenses, a flotilha Global Sumud, composta por 50 navios, foi interceptada na segunda-feira (18/5) pela força naval de Israel na região da costa de Chipre. O governo descreveu a operação como uma manobra de relações públicas a serviço do Hamas, alegando que a ação viola a lei internacional.
A iniciativa tinha como objetivo romper o cerco a Gaza e abrir um corredor humanitário, segundo as organizadoras. Em redes sociais, a flotilha afirmou que a intervenção de Israel impede a passagem de ajuda vital e priva civis de apoio humanitário.
Entre os tripulantes estavam Ariadne Teles, Thainara Rogério e Beatriz Moreira de Oliveira, brasileiras do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que participavam da mobilização internacional em defesa de Gaza.
O Itamaraty, em nota conjunta com Bangladesh, Colômbia, Espanha, Indonésia, Jordânia, Líbia, Maldivas, Paquistão e Turquia, condenou os atos contra embarcações civis e ativistas humanitários e cobrou a libertação imediata de todos os detidos, além do pleno respeito aos seus direitos e à dignidade de todos os envolvidos.
