O governo federal planeja um novo bloqueio no Orçamento de 2026 para manter o equilíbrio fiscal, sinalizado junto ao Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 2º bimestre, principal instrumento de acompanhamento das contas públicas.
“A gente deve caminhar amanha com um aumento no bloqueio. Já foi feito um bloqueio de R$ 1,6 bilhão, no primeiro bimestre. A gente vai caminhar para um aumento de bloqueio, portanto o governo cortando na própria carne no aumento de bloqueio para compatibilizar com as nossas metas fiscais”,
A equipe econômica aponta que o ajuste será necessário para cumprir o compromisso com o equilíbrio fiscal e as regras do arcabouço fiscal. O novo relatório deve indicar se o aperto será aplicado já nos próximos dias ou diluído ao longo dos próximos bimestres.
Despesas obrigatórias, especialmente com a Previdência Social, pressionam o espaço fiscal. Mercados estimam que esse gasto possa ter sido subestimado em cerca de R$ 11 bilhões neste ano, o que tende a exigir um bloqueio mais robusto para compensar a diferença.
- O bloqueio ocorre quando há aumento de despesas acima do permitido pelas regras fiscais, limitando gastos discricionários, como investimentos e custeio da máquina pública, impactando ministérios.
- Já o contingenciamento é acionado quando há frustração de receitas e risco de descumprimento da meta de resultado primário.
Na última revisão bimestral, o governo já havia determinado um bloqueio inicial de R$ 1,6 bilhão, em linha com o limite de crescimento das despesas.
Agora, o novo relatório deverá esclarecer se o ajuste será concentrado já neste momento ou diluído nos próximos bimestres, em um cenário de maior pressão fiscal. A meta para 2026 continua sendo um superávit de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto percentual.
A divulgação detalhada do relatório ao longo do dia deve explicar o tamanho do bloqueio e quais áreas do Orçamento poderão ser mais afetadas.
