Ilhéus e outras três cidades da Bahia são alvo de uma operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União para apurar irregularidades na contratação emergencial de merenda escolar. O contrato investigado movimenta cerca de R$ 15,5 milhões, com indícios de superfaturamento que já passam de R$ 1,7 milhão.

Ao todo foram 14 mandados de busca e apreensão cumpridos em quatro municípios baianos: Ilhéus, Itagimirim, Camaçari e Lauro de Freitas. As ações atingiram prédios públicos, sedes da prefeitura, residências de servidores e empresários, além das empresas envolvidas no suposto esquema.
As investigações, que começaram em 2025, apontam direcionamento na contratação e conluio entre as empresas participantes. O prejuízo aos cofres públicos já supera R$ 1,7 milhão. Em várias compras, itens da merenda foram adquiridos por valores acima do praticado no varejo, o que não condiz com compras em larga escala.
Os investigadores vão analisar minuciosamente o material apreendido para mapear o tamanho do desvio e o envolvimento de cada suspeito. Os envolvidos poderão responder por crimes como contratação direta ilegal, frustração do caráter competitivo do processo licitatório, associação criminosa e corrupção ativa e passiva.
Até o momento, a prefeitura de Ilhéus não se manifestou sobre a operação. O espaço permanece aberto para as defesas e para o posicionamento do órgão público.
Este caso reforça a vigilância sobre contratos públicos e a atuação de órgãos de controle no combate a fraudes que afetam a alimentação da merenda escolar e os cofres municipais.
