Sheinbaum defende cooperação com governo Trump: “Um marco de respeito”

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Em reunião no Palácio Nacional, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum e o secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, sinalizaram a continuidade da cooperação em segurança entre México e Estados Unidos, dentro de um marco de respeito mútuo.

A conversa foi encerrada com a publicação de Sheinbaum nas redes sociais, reforçando o compromisso de manter a parceria “dentro de um marco de respeito entre nossos países” — mensagem repetida durante o encontro, que ocorreu em meio a tensões diplomáticas e a uma ofensiva americana contra cartéis mexicanos.

“Recebemos no Palácio Nacional o secretário do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin. Concordamos em seguir colaborando conjuntamente dentro de um marco de respeito entre nossos países.”

O encontro acontece num contexto de endurecimento da política externa dos EUA, com Donald Trump em seu segundo mandato, e de disputas sobre soberania e autonomia mexicana na área de segurança. Enquanto Washington amplia sanções e pressões sobre organizações criminosas no território mexicano, Sheinbaum busca equilibrar a cooperação com a defesa da soberania do México.


Endurecimento de sanções

Nos últimos meses, Washington classificou várias organizações criminosas mexicanas como “organizações terroristas estrangeiras”, ampliou medidas de sanção financeira e, em tom beligerante, sinalizou a possibilidade de operações militares contra cartéis em solo mexicano. A presidente mexicana reforçou que a cooperação deve ocorrer sem interferência direta de autoridades americanas no território nacional.

  • As ações buscam reduzir a atuação de cartéis, enquanto o México ressalta sua soberania.
  • A expressão “marco de respeito” tornou-se comum na comunicação oficial de Sheinbaum sobre o tema.
  • O pano de fundo inclui a morte de dois agentes da CIA em abril, durante uma operação ligada a um laboratório de drogas entre Chihuahua e Sinaloa.
  • Segundo o governo mexicano, os EUA não teriam informado previamente sobre a presença ou atuação de seus agentes no México, o que motivou uma protesta formal de Washington.

Além de narcotráfico, participaram da discussão questões de imigração, tráfico de armas e a morte de 15 migrantes mexicanos em centros de detenção do ICE desde 2025. O governo mexicano pediu que os casos sejam levados à Comissão Interamericana de Direitos Humanos para avaliação.

Entre os presentes estiveram o embaixador dos EUA no México, Ronald Johnson, o secretário mexicano de Relações Exteriores, Roberto Velasco, e o diretor do Instituto Nacional de Migração, Sergio Salomón. A reunião também abriu espaço para discutir cooperação em temas humanitários e de migração, com foco em reduzir as pressões transfronteiriças.

Galeria de imagens

Galeria ilustrando a visita e o encontro no Palácio Nacional.

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