O Palácio do Planalto avisa sobre a aproximação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em agenda prevista para a próxima semana. A equipe de Lula analisa com cautela os possíveis impactos diplomáticos do encontro e acompanha de perto os desdobramentos.
Auxiliares de Lula dizem que é comum Trump receber nomes da direita, mas ressaltam a necessidade de monitorar os efeitos dessa aproximação para o Brasil. Um interlocutor sob reserva afirma: “Toda vez que um Bolsonaro se aproxima da Casa Branca, algo de ruim para o Brasil acontece. Isso aconteceu no ano passado, e não podemos esquecer as lições que tiramos disso.”
Os assessores lembram episódios ligados à atuação de Eduardo Bolsonaro, que teriam levado a tarifas a produtos brasileiros e a sanções contra autoridades, conforme registro histórico citado pela contemporânea leitura palaciana. A leitura interna é de que Flávio poderá usar a agenda com Trump para tentar reverter a crise provocada pela revelação de conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo a coluna, a reunião está marcada para a Casa Branca na terça-feira (26/5). O convite teria partido dos americanos. Eduardo, que vive no exterior há mais de um ano, ajudou a articular o encontro, com a participação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A expectativa é de que Eduardo acompanhe o irmão na agenda.
A leitura do Planalto é de que Flávio poderá explorar o encontro para conter críticas e desdobramentos surgidos a partir das revelações sobre as conversas com Vorcaro, buscando apresentar uma narrativa de responsabilidade externa à crise recente.



