Vocalista do Cangaia de Jegue defende cachês no São João: “O preço da sua arte quem dá é você”

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O debate sobre contratações públicas para o São João na Bahia ganhou fôlego com as falas de Junior Bomfim, vocalista da banda Cangaia de Jegue. Ele defende que o preço da arte é escolha do artista e comenta um acordo entre cidades para limitar contratos a até 1 milhão de reais. Em 2025, Wesley Safadão teve o cachê mais alto do evento, chegando a 5,5 milhões em cinco apresentações, enquanto a banda de Bomfim realizou sete shows no estado, somando cerca de 670 mil.

Bomfim reforçou que a decisão sobre quanto cobrar cabe ao artista. “O preço da sua arte quem dá é você. Pague quem pode. Se não cabe para um contrato público, para uma prefeitura ou para o estado contratar um artista de 2 milhões, então não contrata. Não quer dizer que o artista está errado por cobrar 2 milhões; é a realidade do mercado. A gente não bota preço nas coisas dos outros; paga quem pode, infelizmente ou felizmente é assim que funciona.”

O tema ganhou ainda mais repercussão após o envolvimento do Ministério Público, que, junto com acordos entre prefeituras, definiu limites para evitar que contratos com artistas ultrapassem 1 milhão de reais, buscando equilibrar desejo cultural e responsabilidade com a verba pública.

O entendimento não se restringe a um único name: em 2025, Wesley Safadão admitiu que o cachê é alto, mas afirmou que não há crime na prática. “A gente está executando o nosso trabalho”, disse, ao lado de Bomfim, que destacou que cada cidade precisa avaliar a demanda local e o retorno econômico para saber se vale o investimento, dentro da realidade financeira de cada prefeitura.

A discussão, que pauta a relação entre cultura e gestão pública, aponta para uma conclusão simples: o preço da arte é definido pelo músico. Resta às cidades analisar a necessidade, o público e o impacto no turismo e na economia local para decidir se vale a contratação de um artista de destaque.

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