A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, afirmou confiar em um plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para impulsionar eleições na Venezuela. Ela disse que participará do processo e que o objetivo é avançar para uma democracia por meio de eleições presidenciais livres e justas. O país está sob a gestão de uma presidente interina, Delcy Rodríguez, após a captura de Nicolás Maduro pelo Exército norte-americano em 3 de janeiro.
Machado fez as declarações neste sábado, no Panamá, durante um ato com a diáspora venezuelana. Ressaltou a necessidade de coordenar com o principal aliado para facilitar o andamento da estratégia e afirmou que o caminho envolve tornar o processo eleitoral presidencial um marco de mudança no país.
No roteiro apresentado, a oposicionista recebe na segunda-feira o presidente panamenho José Raúl Mulino e visita a Assembleia Nacional. Ela afirmou que o objetivo é libertar o país por meio de eleições livres em que todos os venezuelanos possam votar, e confirmou a intenção de disputar a presidência.
Na testemunha do Panamá, há documentos históricos sobre a eleição de Edmundo González Urrutia, aliado de Machado, reconhecida pela oposição como vitória oposicionista em 2024, quando Maduro se proclamou vencedor e parte da comunidade internacional não reconheceu o resultado. González Urrutia entregou milhares de atas em janeiro de 2025, em presença de autoridades latino-americanas, mas o chavismo desconsiderou tais registros. O episódio é apontado pela oposição como parte de um contencioso político que reforça a necessidade de eleições presidenciais livres e transparentes.
