Ministro Flávio Dino, do STF, negou o pedido de soltura da influenciadora Deolane Bezerra. A decisão, assinada no sábado (23) e publicada neste domingo (24), sustenta que o STF não é a instância correta para analisar habeas corpus nesse caso. Assim, permanece a prisão decretada na Operação Vênix, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
Deolane, 38 anos, está detida em Alphaville, Barueri, na região metropolitana de São Paulo. Investigações indicam que ela receberia recursos de uma transportadora vinculada ao PCC, usada na lavagem de dinheiro da organização criminosa, com base em Presidente Venceslau, SP. Ela foi transferida na manhã de sexta-feira (22) da Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo, para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, a cerca de 667 km da capital.
O julgamento ressaltou que o ato atacado é uma decisão de primeira instância, cabendo impugnação pelos meios cabíveis. Mesmo que o STF fosse a instância adequada, Dino informou que não concordaria com a soltura. “Observo que o ato atacado consiste em decisão proferida em primeiro grau de jurisdição, contra a qual cabível meio adequado de impugnação”, escreveu o ministro, que também observou que, mesmo no cenário mais favorável, não haveria ilegalidade suficiente para a concessão de habeas corpus de ofício.
Deolane ficou conhecida na internet por sua presença nas redes, com mais de 20 milhões de seguidores e uma ampla atuação na televisão e em campanhas publicitárias. Ela é mãe de três filhos e ganhou notoriedade após a morte do marido, MC Kevin, em 2021, episódio que elevou ainda mais seu alcance midiático. Em 2024, já havia sido presa no Recife durante investigações de lavagem de dinheiro vinculadas ao PCC.
As autoridades ressaltam que a investigação continua em andamento, com a Justiça analisando novos passos do caso. A cidade de Barueri, onde fica Alphaville, e as unidades prisionais do interior paulista permanecem no foco das apurações, enquanto as autoridades avaliam os próximos desdobramentos legais do processo.
