Resumo: Um possível acordo entre os EUA e o Irã poderia reabrir o Estreito de Ormuz, derrubar o preço do petróleo e frear a inflação, abrindo espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve. A avaliação é de Kevin Hassett, ex-diretor do Conselho Econômico Nacional, em entrevista à Fox News, que também aponta sinais de cautela no mercado enquanto Washington marcha para um desfecho.
Hassett disse que, mesmo sem anúncio formal, já se nota avanço. O presidente Trump e o secretário de Estado Marco Rubio já falaram publicamente sobre a proximidade de um desfecho. No mesmo dia, Trump afirmou em redes sociais que as negociações progressavam de forma “ordenada e construtiva”. Enquanto isso, gasolina passa de US$ 4,50 por galão e diesel acima de US$ 5,50, com o barril de petróleo rondando US$ 100.
Segundo o assessor, há volume de petróleo represado na região e capacidade adicional pronta para entrar em operação, especialmente na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. “Assim que houver um acordo, os estreitos serão abertos e o petróleo voltará a fluir”, afirmou Hassett, destacando que a normalização pode liberar uma oferta expressiva para o mercado.
Ele lembrou que, no início da crise, havia previsões de que o barril pudesse chegar a US$ 150 se o Estreito fosse fechado, mas a cotação ficou abaixo de US$ 100. O petróleo surpreendeu para baixo, e ele acredita que a gasolina pode acompanhar essa tendência com a energia ganhando fôlego novamente. Nesse cenário, haveria espaço para o Fed agir com cortes de juros.
Para Hassett, a energia continua sendo o principal motor da inflação, mas não a única peça do quebra?cabeça. Desregulamentação, queda de preços de alimentos, avanços da inteligência artificial e maior investimento também influenciam. Se a energia cair, a inflação pode ficar negativa por esse efeito, abrindo caminho para o Federal Reserve reduzir as taxas. As declarações ocorrem após Kevin Warsh assumir a presidência do Fed, com Hassett elogiando a independência e o foco em dados do novo presidente.
