Pré-candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto provocou forte reação ao minimizar o peso do apoio de prefeitos ao atual governador Jerônimo Rodrigues durante um evento em Vitória da Conquista. O discurso, aliado a mensagens vazadas de um grupo institucional da União dos Municípios da Bahia (UPB), acirrou o clima nos bastidores e gerou debate entre lideranças locais sobre a unidade do partido na corrida eleitoral de 2026.
Durante o ato, Neto disse que, embora haja apoio de outras forças, o verdadeiro poder está no povo da Bahia. “Eles podem vir com a máquina de governo, com o dinheiro do mundo, porque nós temos o povo da Bahia”, afirmou, ressaltando a confiança na vitória em Vitória da Conquista e garantindo que a militância local está ao seu lado.
As mensagens vazadas do chat institucional da UPB mostram prefeitos como Pedro Lacerda, de Encruzilhada, e Antônio Leão, de Caturama, revelando insatisfação com o tom da fala de Neto. Danilo Delicinha, de Várzea da Roça, também criticou a abordagem. O grupo discutiu até que ponto as postagens deveriam ser públicas ou apenas institucionais, expondo tensões entre aliados e regiões da Bahia. A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, interveio para conter o desgaste, lembrando que o chat deve servir a assuntos institucionais da UPB e não transformar o espaço em palco de acirramento político.
Ela reiterou que cada prefeito já tem candidatura definida para 2026, destacando a necessidade de manter a cooperação entre cidades e regiões da Bahia, sem desviar o foco das eleições. A intervenção da gestora visa evitar que debates partidários comprometam a atuação conjunta dos gestores frente aos desafios regionais.
Analistas dizem que o episódio pode fragilizar pontes entre Neto e lideranças locais importantes, complicando a construção de uma base de apoio para as próximas eleições. Em resumo, a situação serve como alerta sobre a delicada relação entre estratégia nacional e coalizões regionais, exigindo gestão cuidadosa de mensagens em espaços oficiais para evitar rupturas entre prefeitos e o projeto eleitoral do União Brasil.
