Resumo: Ao todo, há 13 casos suspeitos e confirmados de hantavírus ligados ao cruzeiro Hondius, entre eles três passageiros que morreram. A cepa Andes é a mais perigosa, pois é a única conhecida com capacidade de transmissão entre pessoas. Um novo caso positivo foi registrado na Espanha, entre espanhóis que permaneciam em quarentena após desembarcarem.
O Ministério da Saúde da Espanha informou que um espanhol em Madri, que estava em quarentena após desembarcar do Hondius, testou positivo para hantavírus. O paciente foi transferido para a Unidade de Isolamento de Alto Nível (Uatan) do Hospital Central de la Defensa Gómez Ulla. O ministério ressaltou que o caso não altera o panorama de risco para a população nem as medidas de resposta em curso. Trata-se do segundo espanhol entre 14 viajantes que contraiu a doença, elevando o total de casos ligados ao navio a 13, com três mortes.
O Hondius partiu de Ushuaia, em 1º de abril, com destino a Cabo Verde, mas o surto de hantavírus levou a viagem a se estender até Tenerife, na Espanha, onde a maioria dos ocupantes desembarcou sob medidas rígidas para retornar aos seus países. O navio continuou até os Países Baixos, país de bandeira da embarcação.
Essa infecção corresponde à cepa Andes, considerada a mais perigosa por ser a única conhecida que se transmite entre pessoas. Ao todo, 13 casos suspeitos e confirmados foram registrados entre os viajantes do Hondius, incluindo os três que não resistiram.
Em Madri, o hospital Gómez Ulla ficou responsável pelo isolamento do paciente. As autoridades destacam que não há risco adicional para a cidade ou a região, e a vigilância epidemiológica continua em curso para monitorar o desdobramento do surto.
As medidas de prevenção e cooperação entre autoridades de saúde nacionais e internacionais seguem firmes, com transparência de informações para a população e para os moradores da região afetada. O monitoramento do Hondius permanece ativo enquanto mais dados são coletados.
